Pablo Carranza
Segunda-Feira , 21 de Maio de 2012  

Auto-ajuda 30 de julho de 2010

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Outra coisa. Esse cartum foi mandado por Felipe Nunes pra mim. Nunes é mais um desses et’s fantasiados de guris que invadiram o Brasil e tão tentando conquistar o mundo fazendo quadrinhos. Aqui esta o –> site dele

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Almôndegas siliconada 28 de julho de 2010

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Astronautas na praia 26 de julho de 2010

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Almôndegas amarelas 23 de julho de 2010

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Almôndegas submarine 21 de julho de 2010

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Animais de estimação 19 de julho de 2010

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16 de julho de 2010

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Morre Harvey Pekar, meu vilão preferido 14 de julho de 2010

Toda vez que me perguntam dos cartunistas que eu mais gosto, eu falo o nome dele sem saber se estou falando certo, afinal, ele não desenhava, ele não era um cartunista, e para alguns, nem roteirista. Ele era um contador de histórias, o melhor, na minha opnião.

Quando eu ainda estava começando a pensar em trabalhar com quadrinhos, eu era um desses nerds aficcionados por super-heróis que se preocupava em desenhar músculos. Certa vez, eu estava numa livraria minúscula e badalada perto de minha casa, quando eu morava em Aracaju, e vi um livro chamado Anti-herói Americano. De primeira, me chamou atenção pelo nome: “Quem é esse rebelde que ousa desafiar o mundo americano perfeito e cheio de super-heróis legais?” – Peguei pra ler uma página, mas quando vi já estava na metade do livro e dentro da vida de um rabugento chamado Pekar.

Pekar me levou pra um mundo mais parecido com o meu, com defeitos, paranóias e sem heróis. Ele me disse que a vida é boa por causa disso, e me mostrou como histórias sobre coisas minúsculas podem causar um estrago enorme em nossa cabeça. Depois de ter lido o livro todo 3 vezes na mesma noite, foi difícil dormir, e foi impossível continuar lendo a Marvel.

Harvey Pekar me chamou pra ser cartunista, vilão e rabugento. Morreu ainda batalhando do lado do mal, reclamando e tentando destruir esses mocinhos bizarros do mundo. Tenho orgulho dele, é o meu vilão preferido. Mas, acho eu, um vilão não chora quando outro morre, portanto, foda-se, e vá pro inferno seu merda.

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Breno, o goleiro açougueiro 12 de julho de 2010

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Fetiches 9 de julho de 2010

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